segunda-feira, 9 de junho de 2014

35, 45, 60 anos... Cada fase da nossa vida pode trazer um tipo de marca ao rosto.


Livre das manchas

 Entenda qual é a sua e saiba como tratá-la

Por Manuela Biz
Foto: Shutterstock

Você tem manchas na pele? Se não, comemore, pois você faz parte da minoria das mulheres. Campeãs de queixas nos consultórios dos dermatologistas, as danadas não poupam ninguém e são quem mais denuncia a passagem do tempo e aqueles números na certidão de nascimento de que a gente esqueceria se deixassem. “As manchas são todas as lesões de pele sem relevo e que têm a coloração diferente da cor da pele”, explica a dermatologista Vanessa Metz, do Rio de Janeiro (RJ), especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). E elas são democráticas; há manchas vermelhas, brancas e de diferentes tonalidades de castanho.

Segundo a dermatologista Fernanda Casagrande, de Porto Alegre (RS), membro da Academia Americana de Dermatologia, as mais comuns são as melanoses solares, manchas marrons e arredondadas que costumam cobrir as faces e o dorso das mãos. Como o próprio nome diz, elas são conseqüência da exposição solar. Mas o sol também pode ter o efeito contrário e causar manchas esbranquiçadas, chamadas de leucodermias, muito comuns em pessoas de idade mais avançada.

Já o melasma, que incomoda grande parte das mulheres, é um aumento na produção de melanina, substância que dá cor à pele, acumulada em uma área. Dependendo da quantidade da melanina, a mancha adquire os diferentes tons de castanho, do claro ao escuro. “Vale lembrar que há aumento da produção da melanina com a exposição solar e em situações de aumento hormonal, como a gravidez e o uso de pílulas anticoncepcionais”, alerta a doutora Fernanda. Pois é, não é apenas seu humor que sofre as consequências do desequilíbrio hormonal. A sua pele também pode mudar! Os hormônios que o corpo libera para o bom andamento da gestação e que estão presentes nos anticoncepcionais estimulam a ação dos melanócitos, as estruturas da célula que produzem a melanina. O problema é que essa pigmentação não é homogênea, causando as manchas.



 

 

*De repente 35 

Ainda é cedo para falar de grandes danos causados pelo envelhecimento, mas a dermatologista Fabiana Coria, de São Paulo (SP), membro da Associação Paulista de Medicina, indica que quem tem essa idade deve prestar atenção a quatro tipos específicos de marcas: sardas, que podem acompanhá-la desde a infância e costumam ficar mais intensas com o passar do tempo e verões descuidados; manchas que aparecem depois de dermatites (inflamação na pele) e irritações causadas por excessos ou mau uso de cosméticos; lesões avermelhadas, resultado de acne; melasma, o mais característico dessa fase, resultante de alterações hormonais, como durante a gravidez ou o com uso de anticoncepcional.

Dica preciosa: “É preciso intensificar o uso do protetor solar durante a gestação ou se a mulher usa anticoncepcional”, defende Vanessa Metz. Lembra que os hormônios ativam a produção de melanina? O mesmo acontece com a exposição à radiação UVA. A especialista também indica o uso de antioxidantes, como vitamina C, para prevenir as lesões.

No consultório: os peelings químicos e os superficiais são a melhor aposta nessa faixa etária, porque ajudam no tratamento de acne tardia e deixam a pele mais uniforme. Para resolver, os ácidos, como o retinóico, que estimula a renovação das células, e clareadores, como o ácido kójico e o arbutin, são bem-vindos. Se você ainda tem sinais de acne, procure um tratamento específico feito com adapaleno, por exemplo.

Em casa: experimente o Clarité Faces, da Dermage (R$ 90), que traz arbutin na fórmula, e não desgrude de um bom protetor solar; o Anthelios Unifiant, daLa Roche-Posay, (R$70), também faz as vezes de base.

*Jovem de 45

Agora já é mais difícil não notar a presença das manchas. Fabiana Coria lembra que as melanoses solares, aquelas manchas castanhas arredondadas de que falamos antes, aparecem no rosto e até no colo e nas mãos. As leucodermias, as lesões esbranquiçadas, também surgem em braços e pernas. Sem esquecer dos chatinhos melasmas, que podem ter se intensificado. Existem meios de fugir disso? Poucos, além daquilo que você já cansou de escutar: protetor solar todos os dias e exposição solar cuidadosa. E se você já chegou lá e não foi assim tão cuidadosa, a boa notícia é que os médicos não param de pesquisar novidades, e sempre há possibilidades de consertar os erros do passado!

Dica preciosa: que tal aproveitar para combater as ruguinhas também? Muitos produtos e tratamentos juntam a ação clareadora com a ativação da síntese de colágeno.

No consultório: Vanessa Metz conta que, para as melanoses, além dos cremes clareadores, são indicados diversos tratamentos, como os lasers fracionados e a luz intensa pulsada, dois aparelhos que, com feixes de luz, modificam a estrutura de reprodução celular, diminuindo a produção de melanina. E como cada uma dessas manchas pode surgir em fases diferentes da vida, pedimos para especialistas indicarem o que deve ser feito para ficar com a pele lisinha em qualquer idade!

Em casa: uma opção é o Chronos Pharma Sérum Intensivo Clareador Antissinais, da Natura, (R$ 98), que além de clarear oferece vitamina C e elastinol. E nunca se esqueça do protetor solar! Para usar todo dia, aposte no toque seco do Ultra Sheer Face FPS 70, da Neutrogena (R$ 50).

*Na flor dos 60

Nessa idade, os melasmas e melanoses insistem em se acentuar. “Aos 60 anos, as consequências do descuido com a pele são mais evidentes. O fotoenvelhecimento e estresse oxidativo gerado pelo fumo e pela poluição são traduzidos na pele com o maior número de manchas senis”, explica Fernanda Casagrande.

Dica preciosa: além do protetor solar, que continua obrigatório, uma dica de Fernanda Casagrande é o uso de antioxidantes orais mais potentes, como licopeno, encontrado em alimentos vermelhos, como tomate, melancia e goiaba, e picnogenol, que só dá para ser ingerido em suplementos nutricionais. Eles ajudam a proteger a pele da radiação ultravioleta e, por consequência, previnem a formação de manchas.

No consultório: para apagar as lesões, continue com os peelings químicos que estimulam a renovação celular e experimente o laser de CO2 fracionado. O procedimento é feito com um aparelho que emite microfeixes de luz que alcançam a camada mais profunda da pele, promovendo a destruição do tecido danificado. Os ativos clareadores prescritos pelo médico continuam os mesmos, mas a fórmula deve mudar. “Depois dos60, apele já está mais fina, sensível e ressecada, portanto a textura em que os produtos são manipulados é muito importante. Experimente usar cremes e gel-cremes”, ensina Vanessa Metz.

Em casa: o Melan-Off Clareador, da Adcos (R$ 117), além dos ativos que reduzem as manchas, contém ácido ferúlico, um ótimo antioxidante. Não dispense a hidratação e o combate aos radicais livres nem o protetor solar. Para isso, escolha um como o Dermosun Protection, da Medicatriz Dermocosméticos (R$ 77), que é feito à base de algas marinhas.

SEMPRE ALERTA

As sardas são consideradas um charme, mas podem ser o sinal de que algo não vai bem! A dermatologista Vanessa Metz explica que as pintas precisam ser observadas com muito cuidado. Observe mensalmente seu corpo, mesmo as partes mais escondidinhas, e verifique se as suas pintas sofreram mudanças ou apresentam feridas. Nesses casos, o melhor é correr para o consultório. Para facilitar o autoexame, os médicos criaram a sigla ABCD, que fala exatamente o que deve se observado nas pintas. Veja só!

A = Assimetria – se a sua pinta era redondinha e agora está ficando torta, é um sinal de alteração.

B = Bordas – preste atenção se antes as bordas eram homogêneas e bem desenhadas e agora estão irregulares.

C = Coloração – não é normal a pinta clarear, escurecer ou ganhar novos tons, como azul, cinza ou esverdeado.

D = Diâmetro – o tamanho deve ser sempre estável. Se ela aumentou ou diminuiu, você deve procurar um especialista.

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